Tecnologia Advance
quinta-feira, 29 de julho de 2010
"O Chrome está ainda mais rápido e traz agora sincronização de Favoritos e Extensões para o navegador."
sábado, 24 de julho de 2010
TV digital: novo filão para os desenvolvedores de software (parte 3)
Por isso, o middleware – camada de software que roda sobre o sistema operacional e a máquina virtual e permite que a mesma aplicação funcione em diferentes modelos de equipamentos receptores sem necessidade adaptações – desenvolvido no Brasil deve abarcar aplicações criadas para todos os sistemas vigentes no mundo: norte-americano (ATSC), o europeu (DVB) e o japonês (ISDB), que adotamos como referência para o nosso próprio sistema.
Essa é uma vantagem para os programadores, já que os aplicativos para celulares, por exemplo, não têm padronização, exigindo que um mesmo software tenha que ser reescrito ou adaptado para rodar em aparelhos dos diferentes fabricantes.
De acordo com o pesquisador, a plataforma de referência do middleware brasileiro, que permitirá aos desenvolvedores criar as aplicações para TV digital, deve ser divulgada ainda no início de 2007. Mas ele adianta: conhecimentos em linguagens de desenvolvimento para web, e padrões como Java e XML serão fundamentais.
“Antes de qualquer decisão é preciso resolver a questão do pagamento de royalties”, diz Zuffo, em relação ao uso do Java como linguagem de referência para as aplicações voltadas a TV digital no Brasil. No que depender da Sun, este não deve ser o empecilho: a companhia já sinalizou que deve abrir o código-fonte do Java até o início de 2007, eliminando a necessidade de pagar pelo uso da linguagem.
Zuffo justifica a opção pela linguagem: "O Brasil tem 37 mil programadores em Java". Segundo o pesquisador, a plataforma de referência para as aplicações de TV digital será escalável, se estendo a celulares, set-top boxes (receptores) e qualquer outro hardware que for receber o sinal digital.
TV digital: novo filão para os desenvolvedores de software (parte 2)
“A postura do espectador é o fator principal. No computador, ela é ativa e na TV, contemplativa”, observa Faiçal Farhat de Carvalho, consultor técnico da FITec, que produziu aplicações de prova de conceito para TV digital, pedido do consórcio do padrão norte-americano (ATSC).
Mercado
Além das emissoras de TV, que distribuirão conteúdo junto com a programação, e do governo, que pretende aproveitar a tecnologia para promover iniciativas em saúde e em educação, um dos mercados potenciais para o desenvolvedor de aplicativos para TV digital é o de publicidade.
A interatividade abrirá uma série de possibilidades aos anunciantes, que terão a opção de enviar informações adicionais aos espectadores e, utilizando o canal de retorno, até mesmo fazer transações de compra em tempo real. O desenvolvimento destes aplicativos ficará a critério do anunciante e não da emissora, que só enviará o sinal. Portanto, ao menos nesse filão, é certo que os programadores encontrarão oportunidades.
Mas, para Marcelo Zuffo, coordenador do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Universidade de São Paulo, o desenvolvedor brasileiro deve voltar sua atenção principalmente ao mercado externo. “Essa será a grande chance para o profissional brasileiro conquistar um espaço de destaque no mercado mundial”, defende o pesquisador.
TV digital: novo filão para os desenvolvedores de software
São Paulo - Profissionais brasileiros poderão investir em uma nova área: a de aplicativos que rodarão nos aparelhos receptores de TV digital.
Com a estréia da TV digital no Brasil, prevista para 3 de dezembro de 2007, um novo mercado começa a se abrir para os desenvolvedores brasileiros de software. Conhecidos pela habilidade e criatividade na elaboração de jogos para celular e videogames, os profissionais tupiniquins poderão investir em um novo filão, o de aplicativos que rodarão nos aparelhos receptores de TV digital.
A interatividade é um dos recursos mais celebrados da TV digital. Na prática, as emissoras poderão enviar junto com a programação dados e aplicativos que rodarão no receptor. A gama de aplicações é a mais variada: desde jogos, notícias, guias de entretenimento até programas governamentais, incluindo informações ao cidadão, consultas a serviços públicos e votações.
As aplicações podem funcionar de duas formas: localmente ou em comunicação com a emissora. No primeiro caso, o usuário simplesmente recebe o aplicativo e executa na sua TV – sem enviar dados de volta. Nesta categoria podem ser incluídos, por exemplo, os guias de programação, notícias e estatísticas sobre jogos esportivos.
Já as aplicações de interatividade remota – que requerem um canal de comunicação com a emissora (o chamado canal de retorno) – levam as possibilidades a um horizonte ainda mais amplo, que inclui respostas a enquetes, consultas a bases de dados, compras pela TV, entre muitas outras possibilidades.
Antes de entrar nos pormenores técnicos, é preciso pensar que a criação de aplicações para TV digital deve respeitar alguns critérios comportamentais. Embora possa ter uma tela tão grande ou maior que a de um computador, a TV não possui teclado – o que significa que os comandos estão restritos aos botões de um controle remoto.
governo afirma que o prazo final para migração da TV digital 2016
Após reunião, ministros das Comunicações e Casa Civil negaram a possibilidade de antecipação do cronograma para 2013
O ministro das Comunicações, José Artur Filardi, esteve nesta quarta-feira (21) com a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para esclarecer as informações que circularam na imprensa sobre a antecipação do prazo para migração do sistema analógico para digital da TV aberta. Ontem, o ministro foi informado de que uma fonte da Casa Civil divulgou que a conclusão da migração, prevista para 2016, seria alterada para 2013. De acordo com ele, a ministra negou qualquer intenção do governo em mudar esse cronograma.
Segundo Filardi, não há condições técnicas e nem financeiras para que esse cronograma seja antecipado. “Há ainda muitas geradoras que ainda não estão operando em alta definição, além de milhares de retransmissores, muitos em mãos de prefeituras, que dependem de financiamentos para essa migração”, disse. Além disso, ele cita a questão dos conversores, ainda com poucas opções no mercado e todas com preços considerados altos, embora já tenham recuado muito. “No início das transmissões digitais, o septop box custava mais de R$ 1 mil, agora ele pode ser encontrado até a R$ 200, mas mesmo assim muito pesado para o bolso das classes com menor renda”, disse.
Filardi disse que a ministra Erenice Guerra assegurou que esse assunto não está sendo tratado na Casa Civil. O ministro ainda frisou que, em nenhum país onde o sistema digital substituiu o analógico houve antecipação do processo. “Pelo contrário, foram necessárias até adiamentos”, disse.
De acordo com o decreto 5.820, de junho de 2006, que trata da implantação do SBTVD-T e estabelece diretrizes para a transição do sistema de transmissão analógica para o digital, o período de migração de uma tecnologia para outra é de dez anos, com fim previsto para 2016. Mas, determina que, a partir de 1º de julho de 2013, o Ministério das Comunicações somente outorgará a exploração do serviço de radiodifusão de sons e imagens para a transmissão em tecnologia digital. Além disso, obriga as emissoras, no período de transição, a veicularem simultaneamente as programações nas duas tecnologias. Diz ainda que os canais utilizados para transmissão analógica serão devolvidos à União após o prazo de transição.
Fonte: Tele Síntese, texto de Lúcia Berbertsexta-feira, 23 de julho de 2010
Até o final de 2009, o sinal deverá estar disponível em todas as capitais do País. Pelo cronograma do Ministério das Comunicações, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro terão o sinal em meados de 2008 e, até 2013, todos os municípios brasileiros terão TV digital.
A transmissão foi inaugurada com a exibição de um vídeo que explica à população o que é a TV digital. O vídeo mostrou uma cronologia da TV brasileira, com imagens de programas de diversas emissoras.