A questão da distância é outro ponto a ser observado – não se assiste à TV tão de perto quanto se utiliza o computador ou o celular. Textos longos e letras pequenas, portanto, não são muito viáveis. Além disso, a TV tem um caráter coletivo, diferente do PC e do telefone móvel, que também deve ser levado em conta.
“A postura do espectador é o fator principal. No computador, ela é ativa e na TV, contemplativa”, observa Faiçal Farhat de Carvalho, consultor técnico da FITec, que produziu aplicações de prova de conceito para TV digital, pedido do consórcio do padrão norte-americano (ATSC).
Mercado
Além das emissoras de TV, que distribuirão conteúdo junto com a programação, e do governo, que pretende aproveitar a tecnologia para promover iniciativas em saúde e em educação, um dos mercados potenciais para o desenvolvedor de aplicativos para TV digital é o de publicidade.
A interatividade abrirá uma série de possibilidades aos anunciantes, que terão a opção de enviar informações adicionais aos espectadores e, utilizando o canal de retorno, até mesmo fazer transações de compra em tempo real. O desenvolvimento destes aplicativos ficará a critério do anunciante e não da emissora, que só enviará o sinal. Portanto, ao menos nesse filão, é certo que os programadores encontrarão oportunidades.
Mas, para Marcelo Zuffo, coordenador do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Universidade de São Paulo, o desenvolvedor brasileiro deve voltar sua atenção principalmente ao mercado externo. “Essa será a grande chance para o profissional brasileiro conquistar um espaço de destaque no mercado mundial”, defende o pesquisador.
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